Cuidados para uma boa viagem aérea

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Cuidados para uma boa viagem aérea

Ficar doente durante as férias é daquelas situações que ninguém deseja, nem pondera que possa acontecer. No entanto, a palavra chave para que não haja peripécias quando se está longe de casa, é prevenção. Se a última coisa com que um viajante se quer preocupar é com a doença, devem ser tomadas precauções básicas, de forma a minimizar os riscos de doença e ter uma viajem segura.

Tendo em conta que toda a gente deseja uma viagem segura, antes da partida, procure saber o contacto da embaixada ou consulado de Portugal no país de destino, bem como qual o hospital mais próximo da zona para onde viaja. Hoje em dia, um seguro de viajem é fundamental e acessível, procure em qualquer agência de viagem e escolha um com uma boa cobertura de saúde.

Dependendo para onde se viaja, principalmente se for para fora da Europa, está recomendado que marque uma Consulta do Viajante, com pelo menos 4-6 semanas de antecedência, de forma a ter tempo de tirar as suas dúvidas e de fazer as vacinas recomendadas, se for necessário.

Na Consulta de Medicina do Viajante, poderá obter informação sobre os riscos de saúde relacionados com as viagens e obter aconselhamento médico orientado para as atitudes e precauções a ter antes, durante e após a viagem. Faz-se também uma revisão do estado de vacinação do viajante com recomendação e prescrição das vacinações indicadas para a viagem. Pode obter ainda informação sobre risco e prevenção de doenças transmitidas pelo consumo de águas e alimentos contaminados, sobre outras doenças endémicas ou surtos e sua prevenção geral ou específica, consoante indicado. É importante perceber a recomendação e prescrição do estojo médico básico e aconselhamento específico a viajantes com características especiais (crianças, grávidas, idosos) ou com doença crónica.

O aconselhamento ao viajante, efetuado por médicos com competência na área, é determinado pelo destino e características específicas da viagem, assim como pelo perfil e estado de saúde do viajante, através de uma avaliação individualizada dos riscos associados ao viajante e à viagem.

Alguns cuidados para uma boa viagem aérea

Viajar de avião já virou rotina no mundo de hoje. Nada mais corriqueiro para um número sempre crescente de pessoas, por exemplo, do que usar a ponte aérea Rio-São Paulo, e 50 minutos depois chegar ao destino. Cada vez mais gente, adultos e crianças, também passa pela experiência de viagens aéreas demoradas, haja vista a multidões de jovens brasileiros que embarcam nas férias para Miami, rumo a Disneyworld. Do ponto de vista médico, não há inconvenientes em voar, salvo raríssimas exceções. Mesmo assim, é sempre bom tomar algumas precauções, pois o organismo pode se ressentir da mudança na pressão atmosférica, da diminuição na tensão do oxigênio (a força com que o ar chega aos pulmões), das turbulências e, enfim, das alterações provocadas pelas diferenças de fusos horários. Além disso, é preciso levar em conta o estresse psicológico que uma viagem aérea pode causar em algumas pessoas.

Os jatos modernos mantêm uma pressão atmosférica equivalente à de 1200 metros de altura. Nesse patamar, o ar que normalmente existe nas cavidades do corpo tende a se expandir, aumentando seu volume em cerca de 25 por cento. Por isso, quando se embarca tendo algum tipo de inflamação no nariz, pode ocorrer uma piora pelo bloqueio da trompa de Eustáquio (canal que comunica o ouvido com a cavidade nasal) ou pela abertura dos seios paranasais (cavidades que se comunicam com o nariz). Assim, pode-se vir a sofrer de otite (inflamação de ouvido) ou sinusite (inflamação dos seios nasais). Para diminuir a ocorrência de tais desconfortos, deve-se recorrer a alguns macetes, como bocejar com freqüência, o que se consegue movimentando o maxilar inferior ou engolir ar com o nariz fechado. Mascar chicletes também ajuda. Os passageiros que sabem estar com problemas desse tipo devem naturalmente se prevenir usando descongestionantes nasais.

Já a diminuição da tensão do oxigênio dentro do avião é mínima e bem tolerada pela imensa maioria dos viajantes. Só quem tem problemas cardíacos ou pulmonares severos deve procurar orientação médica antes de se aventurar pelos céus. Pessoas que tenham sofrido recentemente um infarto do miocárdio devem aguardar de dez a catorze dias antes de voar; os hipertensos podem embarcar sem problemas, desde que devidamente medicados. Turbulências durante o vôo podem, algumas vezes, provocar enjôo.

Os sintomas são náusea ou vômito com suor frio e palidez. Medicamentos antienjôo usados profilaticamente auxiliam bastante as poucas pessoas predispostas a esse tipo de complicação. Em geral, as funções do organismo obedecem a um ritmo, denominado circadiano, de 25 horas. Por causa dele a produção de urina, por exemplo, é menor durante a noite. Assim, é possível passar longas horas noturnas sem precisar ir ao banheiro. Mantendo o ritmo, à noite a pessoa só tem vontade de dormir. Mas quando se percorrem vários fusos horários – o que acontece ao viajar digamos entre o Brasil e a Europa – será necessários dois a três dias para o ritmo circadiano voltar ao normal.

Quem já foi ao Japão sabe disso melhor ainda, pois há uma diferença de doze horas entre Tóquio e Brasília. Ficar sentado numa viagem muito longa tende a provocar inchaço nos pés e tornozelos, o que é normal. Para quem tem varizes, porém, é recomendável movimentar-se a cada uma ou duas horas, pois, embora seja raro, pode ocorrer uma flebite (inflamação das veias). Como o ar dentro do avião é mais seco que o da atmosfera, é bom igualmente ingerir maior quantidade de líquidos durante a viagem. Quanto às mulheres que por algum motivo apresentam uma gravidez complicada, é recomendável que procurem o médico antes de uma viagem aérea. No caso de gestações normais, até o oitavo mês não há contra- indicação; depois, só com autorização médica. Finalmente, há os fatores psicológicos, dos quais os mais comuns são o medo de voar e a claustrofobia. Quem tiver pavor de colocar os pés dentro de um avião poderá tomar um tranqüilizante para viajar mais relaxado. Mas ninguém deve socorrer-se no bar: uma dose de bebida a 10 mil metros de altitude equivalente pelo menos a 2 em terra firme.

2017-08-17T11:08:47+00:00 Agosto 1st, 2017|Dicas|